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CÁRIE, MAU HÁLITO E AFINS: DESCUBRA OS 5 PROBLEMAS BUCAIS MAIS COMUNS

Dos alimentos à tampa da caneta que, sem nem percebermos, levamos à boca, abrimos caminho para invasores indesejados. São tantos os seres invisíveis que podem habitar nossas bocas que o órgão é, fácil, o mais exposto do corpo humano aos processos infecciosos. A questão é que essas bactérias causam probleminhas que precisam ser combatidos. A preocupante cárie, o temível tártaro, e o indesejado mau hálito são alguns dos principais motivos de queixas no consultório do dentista. Vem com a gente descobrir o que tira o sono de quem não está com os dentes em forma.

A CÁRIE É UMA DOENÇA “CARINHOSAMENTE” TRANSMISSÍVEL

A cárie nada mais é que uma lesão provocada pelas bactérias, que são as inimigas dos dentes saudáveis. Naquele processo de se apropriar do que nos serve de alimento, a cárie ganha força e produz ácidos que corroem o esmalte dentário, gerando os famosos “buracos”. O mais preocupante é que essa doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra; seja em um beijo ou até num simples compartilhamento de talheres. O problema é que, para a cárie, o céu é o limite e, se não tratada, pode acabar sendo preciso extrair o dente.

A PLACA BACTERIANA DESENVOLVE-SE COM OS RESTOS DE ALIMENTOS DEIXADOS PARA TRÁS

As bactérias são seres gulosos. Não satisfeitas em formar uma espécie de película indesejável sobre o dente, elas ainda aproveitam os restos dos alimentos que ficam por ali (ou até na saliva) para retirar os nutrientes e se desenvolver. Assim, acabam liberando um ácido que ataca a superfície do dente e o deixa bastante vulnerável às cáries. É fácil remover essa placa com uma escovação eficiente, mas se isso for deixado de lado, a situação evolui para o tártaro, que é uma versão mais “durona” – literalmente – do problema.

O TÁRTARO É INIMIGO DOS DENTES E GENGIVAS

Se aquela “capa” de bactérias não for removida, ela se transforma no tártaro, ruim para o visual e ainda pior para a saúde. É aquela mancha amarela ou até amarronzada na parte inferior dos dentes, que também é chamada pelos experts como “cálculo dental”. Nesse estágio, os invasores da boca são capazes de evoluir para doenças periodontais, que afetam o suporte dos dentes, ou seja, o osso, o ligamento e a gengiva. Por isso, a única forma de remover o tártaro de vez é no consultório do seu dentista preferido.

MAU HÁLITO: O PROBLEMA BUCAL QUE VOCÊ SENTE DE LONGE

O mau hálito avisa logo a que veio: causar um desconforto que pode afastar as pessoas de você. Esse é um sintoma bem claro de que algo no organismo não vai bem. Claro que há outras possíveis origens para o cheirinho ruim que é exalado pela boca, como problemas estomacais e afins, mas a principal fonte do que também é conhecido como “halitose” é bucal. Pode ser consequência de má higiene, geração de pouca saliva ou até culpa de feridas cirúrgicas que ainda estão curando, mas é fato que é uma situação chata. Já percebeu que muitas vezes o portador do mau hálito não percebe que tem essa condição? Então, vale ser amigo e alertar – com discrição – para que a pessoa possa procurar ajuda profissional e descobrir como resolver.

PERIODONTITE: UM INIMIGO SILENCIOSO QUE PODE FAZER VOCÊ PERDER OS DENTES

Se com o mau hálito e a cárie é fácil identificar que algo está errado com os dentes, com a periodontite já é mais complicado. A questão é que os sintomas do que é uma inflamação e infecção nas gengivassão mais sutis e podem levar um tempo até ser percebidos. E aí, se diagnosticado em um momento muito avançado, o problema se estende para os ligamentos e ossos que dão suporte aos dentes, podendo até acabar em uma extração.

Segundo o especialista em Implantes e Periodontia Sérgio Siqueira Junior, “a periodontite raramente dói e o paciente só percebe seus sintomas quando a doença já está de moderada a avançada. São sintomas como sangramento, mobilidade dentária, mau hálito, entre outros”. Tida como a principal causa de perda de dentes em adultos, a periodontite pode ser curada se descoberta na fase inicial, com chances de não ser preciso tirar o dente.

Fonte:http://www.sorrisologia.com.br/noticia/carie-mau-halito-e-afins-descubra-os-5-problemas-buscais-mais-comuns_a35/1#1

Não se esqueça da língua!

A higiene bucal só fica completa quando também incluímos a língua na faxina. Dentista tira as principais dúvidas sobre como fazer isso direito

A maioria da população já está ciente da importância da escovação regular dos dentes para a saúde bucal e geral. No entanto, a limpeza da língua é algo frequentemente esquecido, o que pode acarretar problemas. Assim como os dentes, a língua ajuda em todo o processo de mastigação e requer alguns cuidados de higiene.

Ao serem inseridos na boca, os alimentos ativam os receptores das papilas gustativas da língua. Uma vez ativados, esses receptores enviam estímulos para o sistema nervoso, constituindo parte do que é reconhecido pelo nosso paladar. É por ter um papel importante no processo de alimentação que a língua pode acumular restos de comida e se tornar um depósito de bactérias. E esse reservatório de sobras acaba tendo diversas consequências ruins, entre elas o mau hálito.

Um sinal de que a higiene do órgão não está adequada é o aparecimento do biofilme lingual, também conhecido como saburra, uma crosta branca que aparece na parte superior da língua. Tenha em mente que uma língua saudável deve ter cor rósea, ser macia e apresentar relevos espalhadas pelo dorso e por sua lateral.

Descamação de células da mucosa bucal, acúmulo de bactérias e diminuição da saliva são fatores que favorecem o desenvolvimento da tal saburra. Se a higiene da região não for feita corretamente, os micro-organismos ali presentes criam as condições propícias para gerar o mau odor. À medida que a placa sobre a língua fica mais densa, maior é o risco de o mau hálito piorar.

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Como limpar a língua

A higiene desse órgão deve ser diária e pode ser realizada por meio de alguns acessórios, sendo que uns são mais eficientes que outros.

A escova de dente normal até permite fazer uma faxina ali, mas não é o instrumento mais adequado, uma vez que não foi criada para essa finalidade. Por ter um cabo longo, muitas vezes a limpeza com a escova acaba despertando a sensação de ânsia de vômito. Além disso, a escova até pode soltar a crosta branca presente na língua, mas não a remove direito. No entanto, se for a única opção à sua mão, melhor usá-la após escovar os dentes.

Mais adequados para a limpeza da língua são dispositivos conhecidos como raspadores. Desenvolvidos para esse propósito, eles têm o formato correto e a estrutura ideal para remover a saburra da língua. A limpeza deve ser feita sempre do fundo para frente e de maneira suave.

Após a higiene da língua com o raspador, o serviço só fica completo com o uso do fio dental e da escova para limpar os dentes.

Abra a boca e mostra a…

Prestar atenção à língua toda vez que você for escovar os dentes é um hábito muito bem-vindo, pois alguns problemas de saúde se manifestam de forma visível primeiro na boca. Quando a língua fica extremamente vermelha, por exemplo, pode ser um sinal de falta de vitamina B12, anemia e até mesmo diabetes.

Entre outras doenças que podem aparecer na língua está o câncer. Feridas na região que não cicatrizam em 15 dias devem ser avaliadas por um cirurgião-dentista ou um médico, uma vez que podem ser sinal de algo mais grave.

No entanto, vale esclarecer que algumas alterações são inofensivas. É o caso de línguas com rachaduras. Essas fissuras não representam problema, mas carecem de cuidado maior na higiene porque podem acumular mais resíduos. Outra característica comum é a da chamada língua geográfica, quando a pessoa possui manchas vermelhas e lisas no local — essa área avermelhada fica com menos papilas por um período e com frequência essa alteração muda de lugar na superfície da língua. No máximo, o quadro cria desconfortos quando se consomem alimentos críticos ou picantes.

Quando procurar o dentista

A receita para ter uma língua saudável e um bom hálito depende, portanto, da higiene regular desse órgão. Outra medida fundamental — não só para a língua mas para todo o organismo — é a ingestão de água. Isso porque o líquido ajuda a diluir a saliva, contribuindo para que ela funcione como um mecanismo de limpeza na boca. O consumo ideal é de no mínimo 2 litros de água por dia, cota suficiente para deixar a língua hidratada e menos propensa à ação das bactérias.

No mais, mantenha as visitas periódicas ao cirurgião-dentista. Só a avaliação dele poderá dizer com certeza (e com critério) se tudo continua bem com seus dentes, sua gengiva e, claro, sua língua.

* Dr. Fábio De Abreu Alves é cirurgião-dentista e presidente da Câmara Técnica de Estomatologia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP)

Fonte:https://saude.abril.com.br/blog/cuide-da-sua-boca/nao-se-esqueca-da-lingua/